Sintomas que pedem investigação
Os sinais mais típicos de deficiência de testosterona são queda do desejo sexual, piora das ereções, especialmente as matinais, cansaço persistente, perda de massa e força muscular, aumento de gordura abdominal, desânimo e dificuldade de concentração.
Nenhum desses sintomas é exclusivo da testosterona. Sono ruim e apneia, excesso de peso, resistência à insulina, álcool, estresse, depressão, tireoide e medicamentos podem causar o mesmo quadro — e precisam ser avaliados junto.
Como se confirma o diagnóstico
As diretrizes internacionais recomendam pelo menos duas dosagens de testosterona total, colhidas pela manhã e em jejum, associadas a sintomas compatíveis. Conforme o caso, entram também testosterona livre, SHBG, LH, FSH, prolactina, hemograma, PSA, perfil metabólico e outros exames.
Só com sintomas e exames alinhados se fala em deficiência — e só então em reposição.
O que é proibido — e por quê
A Resolução CFM nº 2.333/2023 proíbe o uso de testosterona em pacientes sem diagnóstico de deficiência e a prescrição de hormônios androgênicos ou anabolizantes para fins estéticos, ganho de massa muscular ou desempenho esportivo.
Essa regra protege o paciente: doses acima do fisiológico aumentam riscos cardiovasculares, hepáticos, de trombose e de infertilidade. Aqui, a reposição é tratamento de uma deficiência, nunca um recurso de performance.
Quando há indicação de reposição
Confirmada a deficiência, as opções de reposição são apresentadas com vantagens e limitações: gel, injeções e implante subcutâneo, entre outras. A escolha considera rotina, exames, preferências e planos de vida.
Um ponto crucial é a fertilidade: a testosterona pode reduzir a produção de espermatozoides. Quem deseja ter filhos em breve precisa discutir isso antes, porque existem estratégias diferentes para esse cenário.
Acompanhamento
Os retornos avaliam sintomas, pressão arterial, composição corporal e exames de controle, com atenção especial ao hematócrito, ao PSA e ao perfil lipídico. A dose é ajustada para manter os níveis na faixa fisiológica.
O plano inclui treino de força, sono, alimentação e controle do peso — que, por si só, muitas vezes melhoram a produção natural de testosterona.
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Presencial, com hora marcada
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Perguntas frequentes
Testosterona baixa tem cura?
Depende da causa. Quando a queda está ligada a excesso de peso, sono ruim ou outras condições tratáveis, corrigir essas causas pode normalizar os níveis. Em outros casos, a deficiência é permanente e a reposição, quando indicada, é mantida com acompanhamento.
Posso usar testosterona para ganhar massa muscular?
Não. A prescrição de testosterona e outros androgênicos para fins estéticos, ganho de massa ou desempenho esportivo é proibida pela Resolução CFM nº 2.333/2023, por causa dos riscos à saúde.
Reposição de testosterona causa câncer de próstata?
Os estudos atuais não mostram aumento do risco de câncer de próstata com reposição bem indicada em homens com deficiência, mas o PSA e o exame da próstata fazem parte do acompanhamento. Câncer de próstata ativo contraindica a reposição.
Atende em Goiânia e em São Paulo?
Sim: em Goiânia, no Orion Business, Setor Marista, e em São Paulo, nos Jardins, com hora marcada.
O próximo passo é uma conversa.
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Conteúdo informativo, revisado pelo Dr. Fernando França (CRM-MA 5607) em outubro de 2026. Não substitui a consulta médica.